Toda quarta-feira eu jogo poker com os amigos aqui perto de casa, mas nas últimas vezes não pude comparecer. “Sorte sua” disse o meu amigo Alan. De acordo com o seu relato, foi isso que aconteceu na última vez:

“Jogamos sempre NL Hold’em, às vezes aquele Sit-Go rápido, outras um Cash-game. Não me lembro o que aconteceu no dia 12 de janeiro, se houve algum grande acontecimento na história ou coisa do tipo. Só sei que, daqui para a frente, essa data será guardada como A NOITE! Havia 10 pessoas no jogo. Começamos a jogar lá pelas 20h: muito calor, fichas, paga ou não paga, assim foi. Silvio não apareceu - para a sorte dele, vocês verão. Por volta das 22h, depois de algumas apostas mau acabadas, meu stack, que no início era de 1000 fichas (cash game de $10 Reais) começou a mudar. E a mudar em grande estilo: Tiago (que escreve neste site os Contos sobre o Velho Oeste) aumentou a aposta inicial e meteu um all-in depois que o flop abriu 6, uma carta que não lembro mais um 2. Ele tinha par de 6. Eu havia ido no jogo e tinha par de 2. Lembro de ele falar empurrando as fichas: “Quero ver se vai?”. Eu fui. O que saiu na turn? Um 2! FOUR! O primeiro.
Logo depois, novamente com o Tiago: com um jogo alto - cartas figuradas, não me recordo - ele foi all-in. Eu tinha 7 e 5 nas mãos. Ah, 7 e 5! Topei na hora! Adivinhem: no flop, dois 5, na river, mais um 5. Outro FOUR! A essa altura, meu stack tinha crescido bem. Ganhei mais ficha quando fiz um flash e levei outro all-in. Contra Douglas e Felipe, dois parceiros meus, num “vale tudo”, fui com um par de 6 contra AK de um e par de 8 do outro. Pote imenso! No flop, 6 e A: o que virá? Na turn, saiu mais um A. Douglas fez uma trinca, eu, o full-house. Tudo em casa.
No desenrolar do jogo, consegui mais umas 3 sequências apostando alto para ver a broca. Estava tão empolgado que comecei a ir em tudo e, só de “pagar pra ver”, perdi uns 20 reais. Sorte que tinha bastante. Lá pelas 12:30h, fui em outro all-in com o Tiago - ele tinha acabado de me levar um all-in. Eu tinha 10 e 7 de espadas (penso que era isso) e aceitei a disputa porque, no flop, abrira dois 7. Tinha, portanto, uma trinca e Tiago, acho, fez um par de K. Imaginam o que veio? Um 7 na turn e um 10 - só para sacramentar - na river. O terceiro FOUR da noite ainda com um full-house de sobra!
Para fechar em grande estilo, quando só restavam 3 pessoas na mesa, Tiago veio noutro all-in. Ele não tinha nada e eu, um par de A. Ganhei. Logo em seguida, Filipe, “o último dos Moicanos”, arriscou um all-in derradeiro. Eu tinha par de K na mão. Venci novamente e, por incrível que pareça, consegui pegar todas as fichas em jogo num cash-game com 10 pessoas. Isso agora é recorde. Quem duvidar pode perguntar para qualquer uma das 9 pessoas além de mim presentes naquela mesa ontem - a mesa dos 3 FOURS!”